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O texto é parte de um capítulo do livro: “Por que me desamparaste?” de autoria do pr. Julio Cesar Sampaio de Abreu, a ser publicado em breve. Todos, muitas vezes, já ouvimos ou usamos em situações diversas a expressão estou num deserto, para descrever uma crise. E esta imagem do deserto é associada ao vazio, à peregrinação em que se anda em círculos e não vai a lugar nenhum. É um período em que se está perdido, sem direção, sem saber para onde ir ou como chegar a um lugar que se deseje. Entende-se por um tempo de privações, escassez e secura. Tempo de perigos, perseguições e fuga. Fome e sede. E se há um clamor e choro, parece não haver fé; assim como foi com Hagar ao ser despedida por Abraão no deserto de Berseba. Surgem as perguntas: O que estou fazendo aqui? Por que saí de onde estava? Por que fizeram isso comigo? Sou teu servo, um pastor, um sacerdote, e agora ...? No meio das incertezas, lembramos que nada acontece a um filho de Deus, sem Sua permissão; então concluímos que Ele nos enviou ao deserto e do céu nos contempla aguardando nossa reação. Não é assim. Na verdade Ele faz mais do que suprir necessidades básicas enquanto conserva seu povo lá. Mesmo os rebeldes dentre os filhos de Israel, não tiveram seus sapatos e roupas gastos e alimento não lhes faltou. Para com os fiéis, então, a relação é diferente. Deus não os manda para o deserto. Nunca. Ele vai primeiro e depois, verificando as condições do lugar, de lá, para Si os atrai. |
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